ANDANDO NA GRAÇA - AEMSF

REIS E SACERDOTES PARA O BEM DO REINO

Deus trouxe do AT para o NT esta divina cooperação que ainda é válida em nossos dias, pois em nossas igrejas há mais reis do que sacerdotes. Desde o Antigo Testamento essa parceria entre os reis e sacerdotes funciona numa íntima colaboração, trabalhando juntos num interesse mútuo e numa necessidade comum para o bem do reino de Deus.

Infeliz e tristemente muitos usurpadores do Evangelho de Jesus Cristo, como os tais falsos apóstolos e falsos bispos (muito comuns em nossos dias),  têm usado essas verdades para se locupletarem, enriquecerem ilicitamente. Mas precisamos compreender essas verdades para o avanço do Reino de Deus sobre a terra, a fim de completar a grande comissão que nos foi dada por Jesus Cristo (Marcos 16:15).

Em Apocalipse 1:6 há uma revelação de Deus para a nossa vida que precisa ser devidamente compreendia: Somos reis e sacerdotes

REIS > governo, comando, liderança, poder, autoridade, conquista

SACERDOTES > palavra, oferta, comunhão, ministração, santificação, purificação, visão, dedicação a Deus

Ao mesmo tempo, do ponto de vista espiritual, funcionamos como reis e sacerdotes executamos as duas funções em nosso relacionamento com Deus e com os homens.

Desde o início Deus colocou na raça humana o desejo de conquistar, de exercer autoridade, de comandar; podemos afirmar que esse desejo está impresso em seu DNA. Por isso somos reis, pois em nós há o desejo de conquista (Genesis 1:26-28 > Semelhança = personalidade), mas além disso, o desejo do nosso coração é que nossas conquistas sejam dedicadas, ofertadas, santificadas a Deus, por isso somos sacerdotes.

Espiritualmente falando, ou posicionalmente, somos reis e sacerdotes, mas, condicionalmente precisamos escolher se somos reis ou se somos sacerdotes. Na prática, ou no dia a dia, na vida comum, não dá para ocupar as duas posições. Precisamos entender, inicialmente, que temos uma jornada dupla, ou seja, temos uma vida pessoal e uma outra vida espiritual, apesar de que ambas se confundem e se complementam, não podem ser dissociadas, pois cada um de nós é de Cristo 24 horas por dia. Como assim? Não estamos o tempo inteiro lendo a Bíblia, orando, jejuando, louvando; não vivemos juntos, o tempo inteiro, com o corpo de Cristo (Igreja), não estamos sempre em comunhão, partindo o pão de casa em casa, etc. Nós estudamos, trabalhamos, geramos empregos, sustento para nossas famílias, sustento para aqueles que trabalham conosco, etc. Há uma vida intensa que não envolve, em parte, as questões espirituais, por isso podemos considerar que temos uma vida pessoal e outra espiritual. Mesmo sendo seres espirituais, nós vivemos vidas “carnais”, vivemos como qualquer pessoa no mundo, com direitos e deveres. O leitor consegue compreender isso? Mas por outro lado essa vida “carnal” só tem êxito se nossa vida espiritual estiver sendo alimentada diariamente.

Vamos entender isso melhor, como funciona essa associação:

Quem São?

Sacerdotes = pastores que cuidam do rebanho de Jesus Cristo

Reis = empresários, gerentes, diretores, presidentes, etc.

Qual a função de cada um?

Sacerdotes = Ter e dar a visão

Reis = Prover provisão para a visão

Quando falamos de visão, estamos falando da tarefa principal que Jesus nos comissionou que está Marcos 16:15 – Ir por todo o mundo, pregar o evangelho a toda criatura. Essa é a tarefa de todos, pois pregamos o evangelho a todos os que estão próximos de nós. Mas Jesus nos ordenou a levar esse mesmo evangelho a toda gente (Atos 1:8) – “serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até aos lugares mais distantes do mundo”. Não podemos começar a testemunhar o poder de Deus pelos confins da terra. Os confins são nosso objetivo, é a nossa meta. Precisamos começar por Jerusalém – nossa casa; então passar pela Judeia – nosso bairro, nossa cidade; chegar a Samaria – nosso país; e finalmente, ao confins da terra. O Evangelho é de graça, mas custa dinheiro levá-lo as pessoas que estão mais distantes.

Vejam esses dados comparativos:

Índia» só 2% de cristãos em 2019 anos » 15% já ouviu falar do Evangelho.

PALOPS» cerca de 245 milhões de pessoas, cerca de uns 10% são considerados salvos

Coca-cola» em 3 anos atingiu 85% da população mundial.

Assim sendo, o Reino de Deus pode dar muito mais frutos se os reis e o sacerdotes trabalharem juntos. Qual é a base desta cooperação?

Em Mateus 25:14-25 ficamos sabendo que Deus deu talentos aos homens. O que é isso?

Intelecto notável, que se afirma por méritos excepcionais. Aptidão, capacidade inata ou adquirida. “Tem muito talento para os negócios”. “Indivíduo talentoso”

Peso da antiga Grécia e de outros povos orientais. Unidade monetária da antiga Grécia, representando o valor de uma quantia em ouro ou prata do peso de um talento

1) Medida de peso igual a 34,272 kg {#2Sm 12.30}. É igual a 3000 siclos ou 60 MINAS. Em #Ap 16.21 o talento é igual a 40 quilos.

2) Peça de ouro ou prata usada como dinheiro {#2Rs 18.14} e que nos tempos do NT era equivalente a seis mil DRACMAS {#Mt 25.15}. Calculando-se que um diarista ganhe dez dólares por dia, um talento de prata valeria 60000 dólares.

3) 1 talento de ouro = 40kg = USD 1,660 milhões

Essa aptidão e tão importante que Jesus sugeriu uma parábola usando a medida financeira em Mateus 25:15. Exemplificou dizendo que alguém ia se ausentar e por isso dividiu seu tesouro para que não ficasse parado e pudesse render enquanto estivesse fora. Chamou homens de sua confiança e a um deu cinco talentos, a outro deu dois talentos e a mais um deu apenas um talento. Os que ganharam cinco e dois talentos foram e dobraram o que receberam, no entanto, o que recebeu apenas um acabou enterrando com medo do seu senhor. Quando o tal homem retornou pediu a prestação de contas, os que dobraram receberam recompensa e o que enterrou devolveu o que tinha recebido, sem o cuidado de dar algum juro, recebeu uma punição severa.

Posto esta introdução, e espero que os leitores tenham compreendido, vamos entender, na prática, como funciona essa parceria:

Para cumprir a visão ou missão entregue por Jesus Cristo precisamos de estratégias, de métodos, a que também chamamos de visão ou alvo. Quem recebe essa visão ou alvo é o sacerdote. Para executa-la é necessário ter recursos financeiros para cobrir as despesas operacionais, tais como: treinamento de pessoas, meios de transportes, construção ou locação de edifícios, sustento do pessoal a tempo integral, ajuda humanitária e projetos sociais, equipamentos, manutenção de equipamentos, etc. Quanto maior for a visão, maior será o custo operacional, e os responsáveis por cobrir esses custos operacionais são os reis.

O profeta Samuel nos dá uma importante pista sobre essa cooperação: “Nos tempos em que os reis saem a guerra” (II Samuel 11:1a). De ano em ano os reis saiam a guerra. Esse era um tempo muito importante para qualquer rei, pois, dessa maneira, estendiam os seus territórios, conquistavam novos povos, aumentavam os tesouros, os gados, as possessões, ou seja, se tornavam mais ricos e poderosos. Estava escrito que o rei não podia sair a guerra sem ser abençoado (podemos entender isso em I Samuel 13:8) pelo profeta ou sacerdote – as vezes o profeta também era o sacerdote. Então, quando os reis retornavam da guerra, separavam de todos os despojos uma parte para a casa de Deus e era entregue nas mãos do sacerdote, assim eram mantidos os serviços da casa de Deus, os levitas eram sustentados. Compreendem a importância dessa parceria? Os reis iam para a guerra, também, para que o sacerdote pudesse ter provisão para que a visão, ou serviço, ou missão pudessem ser executados, para que a casa de Deus funcionasse devidamente.

Os reis sempre foram ricos, muitas posses, porém os sacerdotes não tinham sequer um lote de terra. Os sacerdotes eram da tribo de Levi e viviam com o que era arrecadado no templo, isso foi estipulado por Deus. Colocado dessa maneira, entendemos que essa parceria entre reis e sacerdotes nunca foi para enriquecer os sacerdotes, mas era para o bem do Reino de Deus, para trazer provisão ao Reino de Deus. Para fazer com que a visão recebida pelo sacerdote pudesse ser cumprida. Como podemos ganhar o mundo sem termos provisão? É preciso trazer sustento para a visão, a fim de que esta missão ou visão seja atingida. Deus quer nos abençoar para sermos abençoadores, por isso Jesus pagou o preço dos nossos pecados e também da nossa prosperidade.

II Cronicas 20:20 – “…Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis.”

Os reis vão para a guerra para providenciar provisão para a visão. Os reis de hoje vão para a guerra no local de marketing, no local do seu trabalho, da sua empresa. Se o homem de negócio não fizer dinheiro não haverá provisão para a visão.

Na prática, condicionalmente, reis e sacerdotes trabalham juntos para o bem do reino. O rei em obediência a visão, proclamada pelo sacerdote, sai a colheita, à conquista, à guerra, e obtém os melhores resultados, sai vitorioso nas batalhas na vida, obtém vitórias importantes. Porque a visão é progressiva, é constante, não estagna, não paralisa, para ser cumprida em seu pleno precisa de recursos, assim o sacerdote que tem a visão trabalha em conjunto com o rei que busca os recursos para que a visão seja cumprida.

O sacerdote vê coisas que o rei não vê. Vê situações, elementos, “coisas” que ainda não se veem, vê a direção a ser tomada, qual o melhor caminho ou decisão em cada situação, qual a melhor estratégia. O sacerdote vê a colheita que está por vir e define a melhor estratégia. Visão e colheita são progressivas. Onde não há visão progressiva, continuamente progressiva, o povo é destruído (Provérbios 29:18). Deus não está estagnado. A visão nos mantem alinhados, nos mantém no caminho, na direção certa.

A função principal do sacerdote é ter a visão. Todo rei precisa de um sacerdote para dar visão a sua vida. A função principal de um rei é providenciar a provisão para a visão. Reis e sacerdotes são sócios para o bem do reino. Em toda a Igreja haverá mais reis do que sacerdotes. É importante que desenvolvamos os reis nesta sociedade. É preciso que os reis estejam bem na vida para que possam trazer provisão para a visão. O sacerdote sempre ouve o tempo de Deus sobre o tempo de ceifar e colher. Os reis irão sempre ouvir o tempo de Deus sobre a provisão

Temos que mudar a forma de pensar! Existe, hoje, na Igreja uma pressão muito grande para entrar no ministério. Se Deus não o colocou lá, não force nada, porque senão vai ser um desastre. Quando vemos Deus “exagerar” é porque Ele está a proteger uma verdade que os humanos não podem ultrapassar. Toda vez que um rei agia como um sacerdote pessoas inocentes morriam. O ministério do rei é tão legítimo quanto o ministério do sacerdote, mas, isto não funciona adequadamente porque a Igreja de hoje ainda não compreendeu muito bem essa parceria e, infelizmente, há um aproveitamento nocivo por parte de certos segmentos religiosos sobre o tema. Então em alguns lugares vão a um extremo e em outros vão a outro extremo, uns exploram, outros não se importam, e por fim há muitas coisas que Deus quer que aconteça e não acontece, e muitas coisas Deus não quer que aconteça e acontece. Depende sempre da nossa compreensão e obediência.

A compreensão dessa parceria é tão importante que, se o rei aceitar o propósito de Deus para a sua vida, não precisará apenas do domingo, ou de um culto, para sentir a unção de Deus, pois sentirá a unção de Deus no seu trabalho, em todo o tempo. Deus nos abençoa para sermos uma bênção. Isto é viver a vida ao nível mais alto. Isto deve ser o clamor de cada rei e sacerdote. Sem visão, os reis tornam-se a lei deles mesmos. Quando essa parceria funciona corretamente as situações, a nossa volta, podem ser modificadas a nosso favor, até chegar ao ponto de Deus nos dizer o que vai acontecer na economia, a dizer o tempo certo para fazer investimentos. Entre na sua chamada e seja abençoado.

Pensamos que Deus divide tudo igual aos seus servos, mas vemos que isto não acontece. Deus só nos dá algo segundo a nossa capacidade. Nós somos mordomos, e o mordomo não é responsável por tomar conta de si próprio. O Senhor (o Mestre) é quem deve tomar conta do mordomo. Tudo o que Deus nos der, ainda continua sendo dele. Tudo o que temos foi Deus que nos deu. Todos nós vamos ter de dar contas da nossa mordomia

João 15:16 – É Deus quem nos dá a capacidade de fazermos que fazemos.

II Coríntios 8:9 – Rico » com todo suprimento

Deuteronômio 8:18 – “para que Ele possa estabelecer a sua aliança”.

Precisamos compreender que nós não somos julgados por aquilo que os outros fazem, mas sim por aquilo que fazemos, ou não fazemos.

O que acontece quando o rei não cumpre o seu papel?

Podemos ver, no texto que já foi mencionado do profeta Samuel (II Samuel 11:1-27), os reis saiam a guerra num período ano, porém Davi ficou em Jerusalém, desencadeando algo na sua vida que iria transformá-la para sempre, porque Davi não fez o que devia fazer: adultério e assassinato. Não tardou para que a sentença de Davi fosse revelada (II Samuel 12:1-12)

E o que acontece quando o rei desempenhar, simultaneamente, o papel de sacerdote?

O mesmo profeta e sacerdote Samuel nos mostra o que aconteceu com Saul (I Samuel 13:1-14). O rei não podia sair a guerra sem ser abençoado pelo sacerdote, Samuel deu ordens a Saul para esperar por 7 dias. No sétimo dia Saul cansou de esperar e resolve desempenhar a função de Samuel, o rei resolve abençoar a si mesmo e ao povo, tomando o lugar do sacerdote. Ainda no sétimo dia Samuel chegou e reprovou a atitude de Saul, Deus rejeitou a Saul e findou o seu reinado, apesar dele ainda continuar a reinar por aproximadamente 40 anos. Reinava, mas sem a unção, poder, autoridade, graça, palavra de Deus, era um rei como qualquer outro daquelas terras.

O relacionamento de Samuel para Saul era de pai para filho. Comparado com o que outros homens de Deus fizeram, o que Saúl fez não parecia grave, apesar de ser errado. Mas Saul não devia ter feito isto, pois não era a sua função. Toda vez que um rei agia como um sacerdote muitas pessoas saiam magoadas, feridas e até mortas.

Outro exemplo de rei que tomou o lugar de sacerdote foi Uzias (II Crônicas 26:16-21). Por causa do seu ato tresloucado teve lepra até o dia de sua morte. Esse mesmo Uzias era amigo do Profeta Isaías.

Condicionalmente, é muito raro ser rei e sacerdote ao mesmo tempo a exemplo de Abraão e Davi. Ambos começaram como reis e em determinado momento das suas vidas se tornaram também sacerdotes. Mas Abraão procurou um sacerdote (Gênesis 14:18-20) para que esse pudesse receber os primeiros frutos das suas iniciativas e do seu reinado: Melquisede (esse era também rei de Salem e sacerdote do Deus altíssimo), a ele Abraão entregou os dízimos de tudo.

Melquisede » Rei de Salém, Sacerdote

Pão e vinho » símbolos do pacto

Abraão tinha um relacionamento íntimo com Deus, mas apesar disto ele tinha um sacerdote, Melquisedeque (Gálatas 3). Nós somos sementes de Abraão e como sementes de Abraão devemos seguir o seu exemplo. Melquisedeque era símbolo de Jesus Cristo (Rei dos Reis e Sumo-sacerdote), o qual está para ajudar a ambos para o bem do Reino. Jesus está mais interessado no Reino do que na minha chamada pessoal.

Um Rei deve:

Saber orar e ter poder na oração, almejar e lutar por maiores alturas espirituais, fazer questão de não viver sem a vitória diária na oração, ter unção, manter sua comunhão diária a qualquer custo, vencer com Deus.

Ser honesto, humilde, respeitador, estratégico, cooperador, valente, ter espírito de luta, generoso.

Vejamos o sucesso de uma parceria entre rei e sacerdote: I Cronicas 29 – Oferta de Davi e do povo para a construção do templo: (a título de exemplo e como curiosidade apenas)

Ouro: 102000kg + 172000kg = 274000kg > 274t = aproximadamente USD 11,400 bilhões

Prata: 248000Kg + 343000Kg = 591000Kg> 591t = aproximadamente USD 285 milhões

Não era um sacerdote que estava a dirigir a construção do templo, mas era um Rei. Os reis devem tomar conta dos assuntos do reino. É preciso acreditar no que aqueles homens acreditaram. Então decida, hoje, dar toda a sua força para “a casa de Deus”, para o bem do reino.

Sabiam 2 coisas – v.14

Tudo vem de Deus – Tudo o que eu tenho foi Deus que me deu, e se Deus me deu uma vez, Ele pode dar-me de novo.

Tudo o que deram a Deus já era de Deus – No coração mudar de posição, deixar de ser dono e passar a ser mordomos. Reis mordomos.

Medida de sucesso:

Dar os dízimos

Dar ofertas

Ser generoso

Quando consegue fazer isso por amor, a Jesus e ao Evangelho, e não por obrigação, é sinal que houve quebra da maldição da pobreza e quebra da avareza.

Deixe de pensar como toda gente e pense como Davi pensou e faça como ele fez. Davi colocou o seu coração na obra de Deus. Os reis não devem dar só para suprir as necessidades, mas devem dar a mais por amor ao Reino.

Quer ser um Rei?

O mundo empresarial é um campo de batalha, todos os dias é um exercício de fé, pois, terá que abrir a empresa e esperar que os clientes venham ou respondam aos anúncios. Além disso enfrentará concorrência desleal, carga tributaria elevada, corrupção, desafios e mais desafios, constante atualização, mas vencendo todos os obstáculos receberá a recompensa, poderá saquear os despojos como faziam os antigos reis.

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