Santa Ceia – O Memorial do Senhor

Ex. 12:1-13 – instituição da Páscoa

Páscoa – passar por cima, saltar,  passagem.

O povo de Deus (Israel) estava escravo no Egito (mundo), e após enviar os seus avisos, os quais trouxeram grande destruição aos inimigos do povo de Deus, Deus instituiu a Páscoa.

Seria um memorial eterno, o qual traria a lembrança de que este povo foi escravo em terra estranha, subjugado por um faraó muito mau (Satanás), mas Deus ouviu o clamor do seu povo e veio em seu socorro. Deus os libertou com mão forte.

Ex. 13:3,9,14

v.3 –  E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui: portanto não comereis pão levedado.

v.9 – E te será por sinal sobre tua mão, e por lembrança entre teus olhos; para que a lei do Senhor esteja em tua boca: porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito.

v.14 – Se acontecer que teu filho no tempo futuro te pergunte, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O Senhor nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão.

Precisamos notar alguns detalhes – Ex. 12:5,7,8,11,12,13

v.5 – O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras, (cordeiro sem mácula, ou, sem defeito – símbolo de Cristo)

v.7 – E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. (símbolo da cruz de Cristo)

v.8 – E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. (carne é uma comida que dá forças – simboliza a Palavra)

pães asmos = sem fermento (hebraico – esvaziar) – precisamos nos esvaziar de nós mesmos e devemos ser cheios de Deus.

v.11 – Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão: e o comereis apressadamente: esta é a páscoa do Senhor. (estar preparado para a longa viagem – da terra da escravidão para a terra prometida – deixar a velha vida e partir para uma nova vida com Deus)

Haveria pela frente o deserto, os gigantes, as cidades fortificadas, o desejo de voltar para o Egito (mundo), fome, sede, etc.

Ex. 13:17 – E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito.

v.12 – E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos: Eu sou o Senhor. (proclamação do juízo)

v.13 – E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. (o destruidor não pode tocar aonde há sangue – se estamos barrados com o sangue de Jesus Cristo o diabo não nos pode tocar)

Ver Sl. 105:1-45 – v.37 – Mas a eles os fez sair com prata e ouro, e entre as suas tribos não houve um só enfermo. Quando Deus provê salvação Ele provê a cura também!

Sl. 103:3 – É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades, e sara todas as tuas enfermidades.

A instituição da nova aliança – da nova páscoa

Mt. 26:26-28

v.26 – E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

v.27 –  E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;

v.28 – Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

Lc. 22:19-20

v.19 – E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

v.20 – Semelhantemente tomou o cálix, depois da ceia, dizendo: Este cálix é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

I Co. 11:23-32

v.23 – Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;

v.24 – E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

v. 25 – Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.

v.26 – Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

v.27 – Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

v.28 –  Examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

v.29 – Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.

v.30 – Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.

v.31 – Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.

v.32 – Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Posto as bases, precisamos entender a partida, que não podemos mais fazer as coisas de Deus de qualquer maneira, de uma maneira religiosa.

Por vezes os cristãos fazem coisas sem pensar, como a ceia, por exemplo, vira algo religioso, sistemático, e se esquecem do grande significado que isto possui.

Leonard Ravenhill, um homem de Deus que viveu por volta da década de 50 disse o seguinte: Como estiver a Igreja, assim estará o mundo! Nesta nossa era, nesta “meia-noite” em que vivemos, precisamos de crentes cheios de ardor por Deus. No dia de Pentecostes, o fogo do Espírito Santo que desceu sobre aquele grupo, incendiou o coração de cada um deles. E a igreja teve início ali, com aqueles homens agonizando. Hoje, ela está terminando, com seus líderes nos restaurantes, fazendo planos. Ela começou num avivamento e está terminando num ritual. Começou com uma força viril; hoje termina estéril. Os membros fundadores eram indivíduos de grande fervor, e nenhum título; hoje, temos muitos títulos, mas nenhum fervor. Ah, irmãos, nossa maior necessidade agora é de homens com o coração abrasado.

Os crentes precisam ser colunas de fogo, guiadas por Deus, para orientarem uma geração desorientada. Precisamos de fervorosos Paulos para estimular os temerosos Timóteos; de pessoas em chamas para brilhar mais que as que têm fama. Precisamos de crentes fortes para dirigir noites de oração. Precisamos de verdadeiros profetas, que nos alertem sobre os lucros ilusórios: “Que aproveita o homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc. 8:36) É triste ver, nestes dias do fim, esses conferencistas que pregam uma crença fácil. O clamor geral deveria ser como o do profeta: “tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembléia solene… Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor.” (Jl. 2:15,17).

A realidade em que vivemos hoje, procura de todas as formas anular a obra de Jesus Cristo, tudo o que se refere a Jesus ficou banalizado, (Natal, Páscoa, etc…) e por não termos o devido cuidado deixamo-nos influenciar por esta obra satânica.

James Gilmour: “Será que em nossos dias não estamos confiando demais no braço da carne? Por que será que não podemos presenciar as mesmas maravilhas que ocorreram no passado? Os olhos do Senhor não passam mais por toda a terra para mostrar-se forte para com aqueles que confiam totalmente nele? Ah, que Deus me conceda uma fé mais prática! Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Está esperando que Elias clame por ele.”

A obra da cruz é tão séria, e não pode ser esquecida de forma alguma, que até recentemente fizeram um filme (A Paixão de Cristo), que foi visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Tentaram relatar o que foi o sofrimento de Jesus Cristo nos momentos que antecederam e durante a crucificação. (As pedras estão clamando)

Jesus o Filho de Deus, em forma de Deus, não quis ser igual a Deus, aniquilou-se, (anulou-se) a si mesmo, fez-se servo, fez-se semelhante aos homens; ainda não contente com isto humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

E ele fez tudo isto sendo nós ainda pecadores (Rm. 5:8), não merecedores de nada, a não ser o lago de fogo e enxofre.

Deus teve misericórdia de nós, a semelhança do que Ele fez com o povo de Israel, e o sacrifício de Jesus Cristo foi definitivo, de uma vez por todas, Ele se fez expiação por nós.

Jesus em tudo foi o nosso substituto, Ele levou as nossas maldições, a nossa escravidão.

Gl. 3:13-14 –  Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.

João Batista proclamou acerca de Jesus Cristo

Jo. 1:29 – No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Jo. 1:36 – E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.

At. 8:32 – E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.

Esta passagem é de Is. 53:1-12 (o retrato de Jesus Cristo)

Lc. 22:40-45

Paulo afirma – Gl. 6:17 – Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.

Que marcas são essas?

Fp. 3:7-8 –  Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo.

Paulo fala em analisarmos a nós mesmos:

Que espécie de experiência é a minha?

Estou sentindo o peso da responsabilidade pelas almas perdidas?

Gosto de orar?

O meu desejo pelas coisas do mundo já não existe?

Odeio o pecado?

Sinto-me cheio do amor de Deus?

Vejo minhas orações atendidas?

Há alguma coisa oculta, qualquer pecado secreto, ou vivo uma vida santa?

Tenho discernimento espiritual?

Sou capaz de discernir um sermão cheio do Espírito Santo?

Posso reconhecer quando as pessoas são espirituais?

Minha religião é real?

Estou representando Cristo dignamente?

Minha vida está fazendo com que os que me vêem tenham uma idéia errada a respeito d’Ele?

Consinto que Deus sonde e ponha a minha vida em prova?

Há alguma coisa falsa em minha experiência?

Tenho o testemunho claro do Espírito Santo?

Será que estou magnificando Jesus Cristo?

Não há evangelho sem falar em cruz, sem falar em sangue, sem falar em sacrifício, sem falar em renúncia, sem falar em morte.

Por que limitamos a Deus? Nós somos um povo que limitamos muito a Deus

James Gilmour: “Será que em nossos dias não estamos confiando demais no braço da carne? Por que será que não podemos presenciar as mesmas maravilhas que ocorreram no passado? Os olhos do Senhor não passam mais por toda a terra para mostrar-se forte para com aqueles que confiam totalmente nele? Ah, que Deus me conceda uma fé mais prática! Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Está esperando que Elias clame por ele.”

Oswald Smith: “A prova da unção é o resultado. O Sinal de que o espírito de Elias caíra sobre Eliseu foi o fato desse último ter feito as águas do Jordão se dividirem quando as tocou.”

Zepp disse: “Vês rios que parecem instransponíveis? Vês montanhas nas quais não se podem abrir túneis? Deus se especializa em realizar o que julgamos impossível, e pode fazer o que nenhum outro poder faz. “Que Deus nos ajude a querer ser populares no lugar onde a popularidade realmente conta: junto ao trono de Deus.”

Com um Deus como o nosso, que ressuscita mortos, faz o paralítico andar, faz o cego ver, o surdo ouvir, ainda há pessoas que limitam a Deus com falta de fé, muitas vezes achando que o problema (seja ele qual for) é de difícil resolução. Outras vezes limitam a Deus, porque são negligentes na oração e no estudo da Palavra. Limitam a Deus, porque são displicentes com a Igreja. Limitam porque são desobedientes.

Dn. 11:32 – E aos violadores do concerto ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas.

É isto que vai acontecer hoje:

Ao comer este pão, com fé comeremos este pão, como aquele povo naquela altura comia carne do cordeiro, para termos forças, para vencermos.

E o vinho? Que fala do sangue que Jesus Cristo derramou na cruz, o sacrifício Dele, o seu selo. Fala do acordo entre o homem e Deus. Ao tomar essa santa ceia, você estará lembrando do acordo que Deus fez com o homem: quanto a mim, tudo que é meu, passa a ser teu. Tudo o que está ao meu dispor, eu que sou Deus, tudo o que tenho eu ponho ao teu dispor, os anjos todos, a minha força, minha alegria, os meus milagres.

Mas isso só entra em vigor se também tiver um acordo com Deus; e o acordo é: tudo que você tem, tem que estar ao dispor de Jesus. É um pacto, um pacto de sangue, um acordo, tudo que você tem, a sua vida, a sua família, a sua casa, o seu carro, a sua conta bancária tudo do coração, está aos pés de Jesus Cristo.

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