JOÃO 17

A UNIDADE GERA FORÇA

1 – Unidade na igreja local – não significa que todos se tornam iguais, que as diferenças desapareçam, nem significa que alguém deixe de pensar, analisar, comparar, conferir com as Escrituras. Ou que a Palavra do Pastor seja a palavra final e definitiva.

Significa que cada um abre mão do seu “pensamento próprio” para caminhar junto numa mesma visão, num mesmo propósito com os demais, para o cumprimento de metas estabelecidas pela liderança ou coletivamente.

2 – Unidade do Corpo de Cristo – significa trabalharmos juntos para o bem do Reino de Deus, encurtando distâncias, diluindo diferenças, mas respeitando “visões” bem como suas personalidades eclesiásticas e jurídicas.

É um Elo entre pastores e pastores (servos de Cristo com marcas, características e atributos bem definidos biblicamente), entre as diversas congregações espalhadas pelo País – mas sempre respeitando lideranças, visões, chamadas, hierarquias, nunca se interpondo entre pastor e congregação, entre pastor e a liderança local.

3 – Unidade é o propósito de Deus para o seu povo – Ele é o General de dois exércitos: um Exército Celestial, formado pelos anjos, arcanjos, querubins e serafins; e um Exército Terreno, formado pela Igreja, que é o Corpo de Cristo.

E num exército todos os soldados e pelotões marcham uníssono, como “um só homem”, no mesmo compasso e na mesma direção.

4 – Porque Deus habita no meio da unidade

Mateus 18:19-20 – Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

5 – Porque um ajuda ao outro – Cuidem uns dos outros – aconselha Paulo – isto é, protejam-se mutuamente, unam-se, andem juntos,

Atos 20:28 NTLH – Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho.

6 – Porque o ambiente gerado pela unidade estimula e encoraja a todos

1a Coríntios 1:10 – Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.

 

A exemplo do que aconteceu em Gênesis 11:1-9 (Babel) em que vimos que a unidade fez perfeitamente possível o impossível, ainda que nesse caso negativamente, mas vimos que atraiu a atenção de Deus.

Um ambiente onde todos falam a mesma língua, têm a mesma visão e lutam para conquistar alvos, gera credibilidade e confiança para as pessoas que chegam nesse ambiente.

Já um ambiente em que as pessoas criticam umas as outras e falam línguas diferentes, criticam seus líderes e uns aos outros, gera desconfiança em quem chega.

Satanás tem todo interesse em afastar as pessoas do corpo, pois ao afastar uma pessoa da unidade, ele prepara o bote para atacá-la com mais facilidade, já que sozinha ela está mais vulnerável

Hebreus 10:24,25 – E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.

 

Ler João 17

ESBOÇO DE JOÃO 17

  • 1-5 = A oração de Jesus por Si mesmo
  • 6-18 = A oração de Jesus pelos discípulos
  • 19–23 = A oração de Jesus pelos discípulos futuros
  • 24–26 = Fim da oração
  1. O Senhor começa a oração reconhecendo que Sua hora chegou e que cumpriu sua missão conforme o Pai havia determinado.
  2. Em seguida, o Senhor ora por seus discipulos, com o objetivo de que o Pai os guarde em Sua Palavra e os livre do Maligno.
  3. Antes de encerrar, Jesus pede ao Pai que nos conduza à unidade, que sejamos como um só.

Em João 17, após inúmeras instruções, Jesus ora com seus discípulos. Esta é conhecida como a oração sacerdotal. Aqui há muitas revelações profundas sobre os propósitos de Deus para Jesus, para os apóstolos e para todos os que creem em Cristo.

O nosso Mestre sempre teve o desejo de que não nos tornássemos egoístas e individuais. Isso é algo que precisamos decidir obedecer, pois a todo momento vamos encontrar muitos motivos para querer manter distância das pessoas.

O desejo de Jesus é que sejamos como um só, em tudo, vivamos em família, irmãos.

“Minha oração não é apenas por eles”

Jesus é um exemplo de generosidade e amor, únicos. Perceba que ele está prestes a ser traído por Judas, condenado injustamente, torturado e por fim, morto, mas o seu senso de amor e propósito permanecem inabaláveis.

O Filho de Deus sabe exatamente a que veio e não vai permitir que nada tire seu foco, nem mesmo as dores mais agudas.

Versos 19-23 fica muito claro que Jesus pensou em mim, e em você, de maneira particular. “Rogo também por aqueles que crerão em mim”, disse Ele na mais profunda das súplicas. Os umbrais eternos certamente estremeceram ao receber essa oração. Ela foi poderosa, marcante e única. Podemos até repeti-la, mas é certo, não terá o mesmo efeito que a intercessão que saiu dos lábios do Filho de Deus aquele dia. A não ser, que a façamos em Seu Nome.

SIGNIFICADO deste capítulo

1,2 — E chegada a hora.

Ao longo de todo o Evangelho de João, Jesus se refere à cruz como sendo Sua hora (Jo 2.4; 7.30; 8.20; 12.23; 13.1). A hora da Sua morte havia chegado.

Glorifica a teu Filho.

Jesus estava pedindo ao Pai que Sua missão se fizesse conhecida ao mundo por meio da cruz. Foram dois os motivos que o levaram a fazer esse pedido:

(1) Para que também o teu Filho te glorifique a ti.

Na cruz, Jesus revelaria o Pai ao mundo, ou seja, o amor e a justiça dele;

(2) para que por meio da morte do Filho na cruz, Deus concedesse o perdão de pecados e a vida eterna a todos que cressem.

3 — Que conheçam a ti.

A vida eterna está em conhecermos cada vez mais o único Deus verdadeiro, e não os falsos deuses.

4,5 — Eu glorifiquei-te.

Jesus tornou o Pai conhecido de todos ao completar a obra que Ele lhe tinha dado.

Glorifica-me tu, ó Pai.

Jesus pediu ao Pai que lhe desse novamente a glória que Ele tinha no céu antes de deixá-lo (Fp 2.6). Essa é outra prova da divindade e da preexistência de Cristo (Jo 1.1-14).

6-8 — Manifestei o teu nome aos homens,

Ou seja, aos apóstolos, àqueles que Jesus preparou para serem colunas da Igreja que teria início no Pentecostes. Jesus orou por aqueles que Ele deixaria na terra para cumprir Sua missão.

9,10 — não rogo pelo mundo

Está expressao revela que Jesus estava orando apenas pelos cristãos daquela época e do futuro (Jo 17.20; Lc 23.34).

Por aqueles que me deste.

O apóstolo Paulo demonstra ter a mesma prioridade (Cl 1.4,9).

Muitos cristãos oram para que os perdidos aceitem a Jesus, mas depois os relegam apenas a um caderno de oração. O momento em que Jesus e os discípulos começavam a orar mais intensamente é o mesmo em que temos a tendência de parar.

11 — E eu já não estou mais no mundo;

Esse versículo revela a preocupação que Jesus teve com Seus discípulos antes de partir. Ele iria para o Pai, mas eles não poderiam ir. Jesus então pede ao Pai que guarde os discípulos em nome do Pai. Pede que os guardasse a fim de que permanecessem fiéis à revelação de Deus dada por Ele próprio [Jesus] enquanto esteve com eles. Os discípulos teriam um novo relacionamento com o Pai e o Filho no futuro, por conta do ministério do Espírito Santo.

12 — Nenhum deles se perdeu.

Jesus protegeu os discípulos durante Seu ministério terreno (Jo 18.9). Judas, o filho da perdição, é citado à parte dos apóstolos. Ele nunca fez parte do grupo dado a Cristo (Jo 18.8,9). Ele nunca realmente se tornou um daqueles que creram (Jo 6.64-71), e muito menos um daqueles que foram purificados (Jo 13.11).

13 — Digo isto no mundo.

Jesus orou em voz alta (v. 1) para que Suas palavras confortassem os apóstolos quando eles se lembrassem que Ele os havia entregado aos cuidados do Pai.

14,15 — Não são do mundo.

Sem sombra de dúvidas, esse é o maior desafio de todo cristão ao travar suas batalhas espirituais. O Senhor não quer nos tirar do mundo (v. 15), tampouco nos quer fazendo parte do mundo (v. 16). Nós fomos enviados ao mundo (v. 18), mas não fazemos parte dele.

No entanto, a tendência é pendermos para um dos extremos: ou fazemos parte do mundo e nos envolvemos com ele, a ponto de não haver diferença nenhuma entre nossa vida cristã e o sistema mundano, ou nos isolamos do mundo para que nossa vida de retidão não seja afetada por ele. Contudo, tanto o envolvimento com o sistema mundano como o isolamento dele foge ao padrão que Cristo determinou para nós. Jesus disse: Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos (Rm 12.1,2; Fp 2.14-16).

Não peço que os tires do mundo.

Embora caiba ao Pai a tarefa de tirar (gr. airo) os ramos do solo (Jo 15.2), Cristo não quer que eles sejam tirados (gr. epairo) do mundo. O verbo tirar nesse versículo é o mesmo registrado em João 15.2, e não significa retirar ou cortar.

Do mal.

A designação mal aqui pode ser genérica (o mal) ou masculina (o maligno, ou seja, Satanás).

16-18 — O termo santifica-os significa separa-os.

Nós podemos compreender essa declaração de duas formas:

(1) separar para a santidade ou

(2) separar para a obra.

De acordo com a primeira definição, Jesus estava orando não apenas para que os discípulos fossem guardados do mal, mas para que eles também se santificassem mais. Contudo, no versículo 18, a santificação parece se referir à missão dos discípulos, indicando que o termo santifica-os também pode significar que Jesus estava separando Seus discípulos para isso mesmo.

A tua palavra é a verdade

é uma declaração poderosa da certeza que Jesus tinha da veracidade das Escrituras. A opinião das pessoas pode variar e suas atitudes podem ser nitidamente dúbias, mas a Palavra de Deus é sempre verdadeira.

19 — Me santifico a mim mesmo.

Jesus não se referia a um processo de santificação. Ele se referia ao Seu autossacrifício e ao Seu total comprometimento com a missão que o Pai lhe designara. Esse é o exemplo que deveria fazer com que Seus seguidores se entregassem da mesma maneira.

20 — Por aqueles que […] hão de crer.

Jesus orou não apenas por aqueles que o Pai lhe tinha dado (v. 9), mas por todos os futuros cristãos — pela unidade (v. 20-23) e glória futura deles (v. 24-26). Se você é um cristão, essa oração é por você também.

21 — Para que todos sejam um.

O verbo ser no presente do indicativo mostra que Jesus orou pela unidade que haveria por meio da santificação dos cristãos. E era exatamente isso que Jesus estava dizendo em João 13.34,35: Seus servos tinham que amar uns aos outros para que o mundo visse como o amor de Deus é verdadeiro. A relação de amor entre os cristãos é o maior testemunho de Jesus Cristo.

22 — A glória.

 A revelação de Jesus Cristo por meio dos discípulos é o caminho para a unidade. Essa unidade começa com a fé e o entendimento correto de Jesus e de Deus Pai, ou seja, da Sua doutrina. Não obstante, a fé correta tem de dar frutos — uma vida que expressa o amor de Deus e gera unidade entre todos os cristãos.

23 — Eu neles, e tu em mim.

O Pai e o Filho existindo como um só, e o Filho existindo do mesmo modo na Igreja, também é um meio de se chegar à unidade, a maior expressão do amor de Deus (Jo 3.35; Rm 8.17).

24 — Eles estejam comigo

é uma oração para que os cristãos sejam glorificados no futuro. Para que vejam a minha glória. Os apóstolos viram a glória de Jesus em Suas palavras e em Suas obras (v. 22). Jesus orou para que todos os cristãos vissem Sua glória, manifestada na plena revelação da Sua divindade.

25,26 — Jesus concluiu Sua oração resumindo vários temas importantes:

(1) conhecer o Deus justo (santo);

(2) Sua origem divina;

(3) a revelação do nome do Pai;

(4) a unidade do amor mútuo entre o Pai, o Filho e os cristãos.

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